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Faz 4 meses, 4 meses de amor, brigas, carinho, saudade, paixão, birras. 4 meses de dois apaixonados que vivem em um mundo totalmente diferente e sonhador, eu espero, que esse seja o quarto mês de muitos, pois, ele é foi o único que me completou por completa. Eu não me importaria se tivesse meu coração partido por ele, pois eu o amo do fundo do meu coração. 

 
Eu vi estrelas no céu, mãe, eu comi estrelas e agora elas brilham em mim, eu estou chorando porque quero voar mas não consigo, o céu, mãe, eu quero morar no céu onde ninguém machuca meus braços e as minhas mãos não são esmagadas; aqui eles apertam a minha voz, aqui eles chutam meus sonhos para a vala, aqui eles querem me ver preso à dor. Eu não aguento, o paraíso é muito distante daqui? Porque se der, eu vou a pé, eu vou com os pés no chão contando os minutos para que eu veja tudo indo embora: você, meus amigos infelizes, meus professores angustiados, a população morrida, mãe, as guerras na Síria me afetam, há poetas perdendo seus dedos pra guerra e a gente só pode pedir para o infinito os guardarem, e a seca dos interiores consomem meu cérebro, a gente pode levar água mãe, a gente pode salvá-los, diz que sim, eu não aguento esse mundo, estão pisando nos meus ombros, eu não suporto o peso da roda-gigante, do tic-tac, da solidão que pede meu corpo e eu, sem forças, o dou. Amazing grace, se eu pudesse colocar essa música para tocar para os africanos que passam fome agora, mãe, eu faria; eles devem precisar de comida, e aqui dizemos que livros saciam. Saciam mesmo? Acho que se jogássemos páginas no deserto eles rasgariam-nas e comeriam-nas até dar disenteria. Eles riem quando digo que quero ser um elefante ou uma girafa, e por quê? A beleza do mundo perdeu-se entre tantos computadores e falas absurdas, os apartamentos contêm mais objetos do que sentimento, eu não aguento isso eu não aguento isso, poesia é motivo da chacota e porque decoro poemas me chamam de louco, mãe, eu estou morrendo aqui, estou perdendo meu fôlego, o paraíso está perto? meus pés doem, cadê a água, e meus amigos, e os livros, e poesia mãe a poesia, cadê? Os Estados Unidos ainda mandam no mundo, eu preciso engolir o sistema para estudar, o metrô parece uma prisão à luz do dia, eu estou com preguiça de viver, eu desabafei demais, mas mesmo assim eu falo sozinho, meu melhor amigo são as palavras e elas ainda assim nem dizem tudo, elas só dizem um pouco. Mãe, hoje me machucaram, falaram que eu sou antissocial, e o que é ser isso, mãe? Isso é legal? É que eu só me preservo de todas as facas que me lançam, eu queria flores, e poemas, e canções; queria abraçar o mundo que sofre sem causas aparentes. Mãe, o paraíso já chegou? meus olhos estão se fechando, eu já não vejo nada… mãe, eu não sinto nada.

Flores inexatas.   

 
Só ri de uma cicatriz quem nunca foi ferido.

Romeu e Julieta  

MEU

Engraçada a vida, não é? Você só lembra de algo quando precisa, por exemplo, eu só lembrei que o Tumblr ainda existia porque a minha inspiração ta grande. Eu tenho tantas ideias, tantas palavras na ponta da língua pra colocar no papel que não sei por onde começar ou se devo começar. Enfim, vocês devem estar se perguntando: ”porque ela ficou inspirada? Terminou com o namorado e veio chorar mágoas aqui?” e a resposta é não, bem pelo contrário, eu estou aqui por causa do amor, o amor faz isso comigo, me deixa assim, boba, inspirada, sem rumo. O mais estranho de tudo é que eu nunca me senti assim: completa. Eu achava que me sentia, mas não sentia. É complicado. Ele entrou na minha vida a 3 meses atrás, pouco tempo? Talvez, mas foi o suficiente pra me provar que o amor ainda existe, sim! Me sinto tão idiota por estar falando isso, não quero me entregar assim tão fácil mas fazer o que quando se ama alguém? Ele me conquista de pouquinho por pouquinho, a cada dia que passa. Cada música que eu escuto é um motivo a mais pra lembrar dele, aquele beijo é viciante demais, ele consegue me prender de um jeito que nenhum nunca conseguiu. Acho meio bizarro porque nós nos conhecemos a um ano atrás e ficamos juntos por uma semana, crianças (risos), e depois que ”terminamos” não nos falamos mais, simplesmente cada um seguiu sua vida, nos ”reencontramos” e voltamos a conversar novamente em dezembro e foi ai que tudo começou (de novo), acho que era pra ser, pelo menos eu espero. Sabe, eu tenho medo, medo porque por amar demais eu acabo estragando as coisas, acabo tornando tudo muito clichê. Tenho medo de perde-lo, eu não quero perde-lo, quero ele só pra mim, eu sou egoísta, quero ser o mundo dele porque ele é o meu, quero que ele me ame como eu o amo, quero ser o amor da vida dele. Quero poder chamar ele só de meu, meu e meu. Quero que ele seja apaixonado por mim, loucamente apaixonado por mim, e boa sorte! 

 
Você pergunta se ele também pensa em você. Sem resposta, mas claro que sim. Com sombras de dúvida. Ninguém apaga tudo assim. Ele também ouve “Fix You” com o olhar triste no céu escuro da varanda. Claro que ouve. Aí você começa a desconfiar que ele poderia ter sido o cara legal da sua vida. Isso, se você sentisse a mesma paixão, se você conseguisse entregar sua alma tanto quanto, se você soubesse amar ele do mesmo jeito e intensidade que ama a falta que agora ele te faz.

Gabito Nunes.    

Sou uma pessoa que gosta de coisas simples, como por exemplo a brisa batendo no rosto após um dia de sol escaldante, cheiro de livros velhos, pergaminhos, terra molhada, café. E a natureza então? Ela me encanta, as flores, os pássaros, as árvores, tudo isso me trás calma e me deixa nas nuvens. Amo ler, quando abrimos um livro estamos entrando em um mundo onde tudo é possível então criamos uma imaginação fantástica, em um livro nós podemos ser nós mesmos sem ser julgado por alguém. Sabe quando estamos nos sentindo um caco? E de repente vem alguém e da um abraço de segundos, talvez minutos fazendo com que esses cacos fiquem bem próximo um do outro e tudo volte como era antes? Amo abraços.

 
Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho è que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.

Caio Fernando Abreu. 

 
Três coisas na vida que você nunca deve quebrar: confiança, promessas e um coração.

Renato Russo.   

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